Use para abrir o Diamante 1 de um desafio: "recebi o desafio/missão de...", "quero investigar por que [métrica] caiu/subiu", "why did [metric] get worse", problema aberto sem dossiê, desafio novo, sintoma sem causa conhecida, ou /descobrir e /desafio sem desafio existente. Levanta evidência divergindo (dados, funil, código, VOC, mercado, histórico próprio) — a IA levanta, o humano decide. Não use para fechar problema/placar com descobertas em mãos (definir), priorizar alavancas (desenvolver), implementar código (entregar), re-medir desafio em andamento (acompanhar), nem conversa SOBRE desafios (workshop, reunião, revisar documento).
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Descobrir — DISCOVER: abrir o problema (Diamante 1, divergir)
Overview
Primeira fase do double diamond: DISCOVER é o momento de divergir e levantar evidência antes de qualquer solução. Existe para impedir o anti-padrão mais comum ao receber um desafio — tratar problema como tarefa, pegar "melhorar retenção" e pular direto pra "tela nova" sem dado, sem hipótese, sem placar.
Definição: desafio é um problema assumido por alguém de ponta a ponta; o dono responde pelo resultado (contexto completo em ../definir/references/modelo-desafios.md).
References (carregar sob demanda): references/capa-template.md (SEMPRE — contrato da capa e bloco 📍) · references/contrato-de-conversa.md (SEMPRE — 1 pergunta por vez, "não sei" vira pendência) · references/metodologias-investigacao.md (fontes: onde olhar) · references/metodologias-pesquisa.md (frameworks: como enquadrar — JTBD, VOC estruturado, funil-coorte) · ../definir/references/modelo-desafios.md (o modelo, sob demanda).
⚡ Confirmação de ativação (OBRIGATÓRIO)
A PRIMEIRA coisa a fazer, antes de qualquer outra resposta:
🧭 Skill `descobrir` ATIVADA — Diamante 1 aberto: evidência antes de opinião.Divisão de papéis (o coração da skill)
| Quem | Faz o quê |
|---|---|
| Humano (arquiteto) | Define o problema, escolhe o placar, julga hipóteses, decide alavancas, valida com quem precisa |
| IA (executora) | Roda queries, varre funis, cruza fontes, resume VOC/tickets, pesquisa mercado, monta o dossiê, prototipa, mede |
Na prática: você (IA) NUNCA pede para o humano "levantar os dados" — você levanta. E você NUNCA decide sozinho o que é o problema — você apresenta evidência e faz perguntas de arquiteto para o humano decidir.
🗺️ O mapa: double diamond
DIAMANTE 1 — O PROBLEMA CERTO DIAMANTE 2 — A SOLUÇÃO CERTA
◇ DISCOVER ────────► DEFINE ◇ ◇ DEVELOP ────────► DELIVER ◇
divergir convergir divergir convergir
dados in/out, problema alavancas, plano da rodada →
funil, VOC, reformulado + opções, protó- entrega a entrega
mercado, histórico placar (régua tipos que testam (skill `entregar`)
próprio fixada) + hipóteses hipóteses → acompanhar
│ │ │ │
GATE 1 GATE 2 GATE 3 GATE 4Protocolo de transição (OBRIGATÓRIO): a cada mudança de fase — e sempre que retomar o desafio — imprima o bloco de posição 📍, no formato definido em references/capa-template.md. Cada gate é um checkpoint de arquiteto: você apresenta o que encontrou + perguntas de decisão, e o humano decide. Não encadeie fases sem esse checkpoint.
Capa do desafio e régua de proporcionalidade (tier)
Desafio novo: antes de criar a capa, classificar a proporcionalidade em 1 pergunta
(risco, reversibilidade, urgência, pessoas afetadas, evidência já disponível) e oferecer o
tier:expresso(capa enxuta + dossiê mínimo + GATE E colapsando os gates 1-3; variante e
invariantes emreferences/capa-template.md) ×completo(fluxo integral). Você recomenda
um com o porquê; o dono escolhe; a escolha fica na capa (**Tier:**). Criar<diretório de desafios>/<slug>/desafio.md(resolução do diretório no contrato da capa,
regra 7) pela variante do tier escolhido (fase DISCOVER), com OK do usuário no slug/título
antes de criar.A pergunta do tier (script): uma pergunta só, com recomendação — não um formulário das
cinco dimensões (contrato de conversa, regra 5: sugerir opções ajuda mais que interrogar)."Antes de escolher o processo: pelo que você descreveu, isso me parece <baixo|alto>
risco, <reversível|difícil de reverter>, afetando pessoas, e você já tem
<evidência disponível>. Com esse tamanho eu recomendaria o tier <expresso|completo>
— <o porquê em meia linha: expresso fecha problema, placar e hipóteses numa conversa só;
completo abre as 4 fases com gate em cada uma>. Fecha assim ou prefere o outro?"A classificação é sua leitura do que já foi dito; o dono corrige se discordar. Falta contexto
pra classificar → aí sim uma pergunta de esclarecimento antes, também uma por vez.Tier expresso: a mesma conversa segue até fechar o GATE E — problema observável, placar
com régua fixada (baseline medido ouAUSENTEcom plano; nunca inventado) e 1-2 hipóteses
com evidência — gravando o dossiê mínimo (../definir/references/dossie-template.md,
variante expressa). GATE E fechado →Fase → DELIVERe você mesmo fecha o GATE 4
(adesenvolveré pulada no expresso): escrever oplano.mdno formato canônico definido
na skilldesenvolver(../desenvolver/SKILL.md, seção "Plano da rodada"), com critério de
sucesso E de abandono por entrega, e fazer a pergunta do GATE 4 antes de rotear praentregar. Promover acompletoquando o desafio crescer: registrar na tabela de Decisões.Baseline
AUSENTEno expresso: critério de sucesso que se compara a um baseline
inexistente é inavaliável. Quando o placar nasceAUSENTE, a primeira entrega do plano é
a instrumentação/medição que produz o baseline; as entregas que dependem dele vêm depois,
com critério escrito em relação ao baseline que a primeira vai fixar.Bloco 📍 durante o GATE E: o expresso não tem etapas 2-3 separadas. Imprimir
DIAMANTE 1 · GATE E (Etapa 1/5 — Descobrir e definir, tier expresso)comMomento de: DIVERGIR e CONVERGIR na mesma conversa; fechado o GATE E, a próxima impressão
já éDIAMANTE 2 · DELIVER (Etapa 4/5 — Entregar).Desafio existente: ler a capa e validar que a fase é DISCOVER. Fase adiante (DEFINE/DEVELOP/DELIVER) → oferecer rotear pra skill certa.
🚨 Diagnóstico de entrada (detector de tarefa disfarçada)
Antes de tudo, classifique ONDE o pedido entra no mapa. Condição NECESSÁRIA do portão
anti-tarefa: a entrega ou a solução foi definida ANTES do problema — uma das duas:
- A entrega foi definida antes do problema ("me pediram uma tela de...")
- A solução técnica foi definida antes do problema ("precisamos implementar BFF/refactor/plataforma")
Agravantes (reforçam o diagnóstico, mas não disparam o portão sozinhos):
- Nenhum número foi citado (sem baseline, sem alvo, sem métrica)
- Nenhuma hipótese explica por que ESSA entrega moveria o resultado
- Ninguém olhou dado nenhum (nem funil, nem VOC, nem mercado)
- A justificativa é autoridade, não evidência ("o gestor pediu", "veio de cima")
Problema vago sem entrega definida ("quero melhorar o engajamento") NÃO é tarefa
disfarçada — é desafio legítimo chegando cru, o caso normal de quem está começando. Nada de
diagrama "você entrou com solução pronta": siga a abertura decisão-first padrão (que decisão
esse desafio precisa tomar) e a régua de proporcionalidade.
Se a condição necessária está presente, mostre visualmente onde a pessoa entrou:
DISCOVER ──► DEFINE ──► DEVELOP ──► DELIVER
(pulado) (pulado) ▲
VOCÊ ENTROU AQUI: solução já decidida ("tela nova"),
sem passar pelo Diamante 1 (problema, placar, hipóteses)Portão anti-tarefa (script):
"Antes de desenhar/construir, deixa eu te fazer 3 perguntas de arquiteto: (1) Qual é o problema e qual placar ele move (métrica, baseline, alvo)? (2) Que evidência sustenta que ESSA entrega move esse placar? (3) O que já foi olhado dentro e fora do app? Se a gente não tiver essas respostas, eu rodo a análise agora — me dá 10 minutos de dados antes de 2 semanas de tela."
Se o humano insistir na entrega direta: registrar na tabela de Decisões da capa que o Diamante 1 foi pulado por decisão do dono — e seguir. A skill desafia, não sequestra. Pedido que já chega como problema/métrica → entra pelo DISCOVER normalmente.
DISCOVER (divergir) — abrir o entendimento do problema
Como investigar — duas camadas (carregue sob demanda):
references/metodologias-investigacao.md— as fontes: onde olhar (histórico próprio, funil/coorte, arqueologia de código, conteúdo & configuração, VOC, gaps de instrumentação) e as ferramentas MCP por sufixo. Os bullets abaixo dizem onde olhar; a reference diz como.references/metodologias-pesquisa.md— os frameworks de pensamento sobre essas fontes: JTBD, VOC estruturado, análise dados/funil-coorte. A IA é a guia, não o cardápio: use o roteador do topo do arquivo pra escolher UM método, recomende-o com o porquê e deixe o humano confirmar — nunca liste os métodos como menu.
Comece pela decisão, não pelo método. Antes de abrir qualquer fonte, pergunte ao arquiteto: que decisão esse desafio precisa tomar — e qual o risco de tomá-la sem investigar mais? A resposta dita quais lacunas importam e quanta investigação é proporcional (a cadeia completa decisão → lacuna → risco → método está no roteador de references/metodologias-pesquisa.md). A primeira pergunta da fase nunca é "qual metodologia você quer usar".
Materiais prontos primeiro. Se o dono já chega com acervo (dados, métricas, dashboards, pesquisas, entrevistas, tickets, reclamações, documentos, gravações, relatórios, análises anteriores), catalogue antes de levantar do zero: liste cada material com fonte e confiabilidade, extraia padrões e contradições, separe evidência de interpretação, aponte lacunas e diga quais decisões aquele acervo já sustenta — e quais não. O catálogo entra no descobertas.md; só o que ele não cobre vira investigação nova.
Execute em paralelo, você (IA) — não delegue ao humano:
- Histórico próprio (§1): o que o diretório de desafios (resolução no contrato da capa), git e as notas do dono já sabem; alguém já mediu?
- Dentro do produto/dados (§2): funil da jornada, quedas por etapa, cortes por plataforma/segmento, dados transacionais, coortes, instrumentação (o que NÃO está medido — gap é achado e às vezes vira entregável).
- Dentro do código (quando técnico) (§3): p95/p99, logs, crash/erro, incidentes, acoplamentos, lead time, cadência de release.
- Conteúdo & configuração (§4): o que está no ar sem deploy.
- Fora do produto (§5): VOC, mercado/concorrência, regulatório/contexto.
- Perguntas ao arquiteto: que decisão esse desafio precisa tomar; para quem é o problema (segmento/público); desde quando; o que acontece se ninguém resolver; o que já sabemos vs o que só acreditamos saber.
Entregável: descobertas.md
descobertas.md no diretório do desafio (resolução no contrato da capa) — mapa do problema: onde o número sangra, o que explica, o que ainda é buraco. Toda afirmação com evidência (query + output, arquivo:linha, ticket, print), separando achado de opinião. SEM conclusão de problema — isso é o DEFINE. Atualizar a tabela de Artefatos da capa.
GATE 1 (DISCOVER→DEFINE)
"O mapa tem evidência (números, VOC, histórico) ou só opinião? Falta alguma fonte óbvia?"
Gate é checkpoint de arquiteto: você apresenta o que encontrou + perguntas de decisão; o humano decide. Fechado → marcar GATE 1 na capa, atualizar Fase → DEFINE e oferecer invocar a skill definir.
NUNCA fazer
- ❌ Aceitar entrega como ponto de partida sem rodar o diagnóstico de entrada
- ❌ Pedir ao humano que "levante os dados"
- ❌ Concluir qual é o problema (isso é do DEFINE, com o humano)
- ❌ Mudar de fase sem imprimir o bloco 📍
- ❌ Criar capa sem OK do usuário no slug
- ❌ Abrir desafio novo sem oferecer o tier (expresso × completo) — nem escolher o tier pelo dono