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direcao-de-arte

"Decide the art direction of an ad creative before any production. Use when the user wants visual routes, aesthetic decisions or reference anchoring for a brief — direção de arte, decidir arquétipo e paleta, ancorar criativo em referência, propor rotas visuais sem gastar API."

sallzzbr 0 Updated 3h ago
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Direção de Arte

Paths do workspace (marketing/, branding/, contexto/, financeiro/, scripts/) resolvem pela regra única do plugin (criativo-fluxo/references/defaults.md: CLAUDE.md do workspace → defaults local_* → convenção descoberta no cwd → default documentado); as menções nesta skill são ilustrativas do default, não hardcode.

Entre o brief e a produção, decide a direção estética como um diretor de estúdio: interroga
o brief, monta a prancheta e propõe rotas visuais executáveis — cada escolha ancorada em
referência real
. Não gera imagem: decide. (No fluxo completo, quem roda isto é o harness
de hermes:criativo-fluxo via agent hermes:diretor-de-arte; esta skill é o caminho avulso
e o contrato do método.)

Ordem inegociável: ideia → hierarquia → composição. Nunca comece pelo template encaixando
uma frase dentro dele. Primeiro UMA ideia clara, depois a ordem de leitura dela, só então a
composição que serve essa ordem. Template escolhido antes da hierarquia é rota nascida errada.

Princípios de design (inegociáveis, valem pra qualquer marca)

  1. Uma mensagem por peça — rota que precisa de duas ideias são duas rotas.
  2. Hierarquia é semântica, não tamanho (seção abaixo): a maior informação da peça carrega
    o principal significado; um único elemento dominante e o olho percorre na ordem da mensagem.
  3. Contraste, alinhamento, proximidade, repetição — declare onde cada um trabalha.
  4. Respiro: white space é decisão, não sobra.
  5. Tipografia disciplinada: ≤ 2 famílias, papéis fixos (a identidade visual da marca diz quais).
  6. Legibilidade em thumbnail é critério de composição, não de revisão.
  7. Nenhuma decisão tácita: toda escolha cita a referência que a ancora (vencedora >
    concorrente > inspiração) ou o trecho do brief que a exige.
  8. A camada de marca do workspace vence: princípios duros, arquétipos e identidade visual
    do workspace são contrato. Em conflito, a marca ganha da sua ideia.

Hierarquia semântica (antes de qualquer estilização)

Hierarquia não é "deixar algumas palavras maiores". Antes de escolher corpo, peso, cor ou
posição, responda as quatro perguntas — rota que não as responde está incompleta:

  1. Qual informação deve ser compreendida primeiro?
  2. Qual informação completa ou muda o significado da primeira?
  3. Qual é o produto? (o que se vende, visível na peça)
  4. Qual ação deve acontecer?

Só então estilize, seguindo essa ordem de leitura. Regras duras:

  • A maior informação da peça contém o principal significado. Se o elemento dominante for
    lido sozinho e não informar nada, a hierarquia está invertida — reescreva a rota.
  • Proibido ampliar expressão vazia só porque "parece punchline". Cumplicidade sem verdade
    específica não vira headline dominante; vira ruído grande.
  • Cada nível da hierarquia existe porque responde a uma das quatro perguntas. Elemento que não
    responde a nenhuma não entra na peça.

Economia da peça (teto de elementos e de espaço)

Uma peça vende uma ideia. Teto por peça:

  • 1 headline;
  • 1 linha complementar — só quando necessária;
  • o produto;
  • 1 oferta ou 1 CTA (não os dois disputando atenção);
  • assinatura discreta da marca.

Proibido empilhar headline + parágrafo + lista de benefícios + selo + mockup + estampa +
oferta + CTA na mesma peça. Detalhe, benefício e prova pertencem à página de destino ou a
um criativo de prova específico — proponha outra peça em vez de espremer tudo nesta.

Toda área visual justifica o espaço que ocupa. Região que não destaca produto, mensagem ou
ação é reduzida ou removida — inclusive faixas, fundos e blocos decorativos herdados do template.

Anúncio de produto: o produto real — e a arte aplicada nele (estampa/print), quando houver
— é o elemento visual principal. A oferta não pode ganhar mais atenção que ele: primeiro a
pessoa deseja a peça, depois percebe a condição promocional.

Contraste sem painel

Painel opaco grande não é estrutura automática. Bloco chapado ocupando meia peça vira
página de destino comprimida e rouba o protagonismo do produto. Quando o texto precisar de
contraste, escolha e declare uma destas quatro:

  1. caixa ajustada ao conteúdo (respira o texto, não a peça inteira);
  2. gradiente localizado, só sob o texto;
  3. texto em área negativa da imagem (céu, parede, fundo liso já existente na foto);
  4. card pequeno sobreposto à fotografia.

Recurso automático exige justificativa por rota: caixa-alta, contorno, sombra, fonte
inclinada e centralização são permitidos, nunca default. Cada um que a rota usar vem com o
motivo escrito ("caixa-alta só na oferta, pra separar do corpo"). Sem motivo, não usa — efeito
empilhado lê como amador e derruba a percepção de qualidade do produto.

Recorte de superfície (área de leitura 1:1)

Superfícies de feed recortam formato mais alto que quadrado para o quadrado central — o
que estiver fora dele simplesmente não é exibido. Regra de composição, não de revisão:

  • Tudo que carrega a mensagem — headline, produto, oferta, assinatura — mora na banda
    central
    (em 4:5, o quadrado central do quadro). O que sobra acima e abaixo é respiro
    descartável, nunca conteúdo.
  • Margem de segurança se mede da BANDA, não da borda do quadro: elemento "dentro da
    margem" do quadro alto pode estar inteiro fora do quadrado que o feed exibe.
  • Formatos derivados (story, 1:1) são recomposições, não recortes da peça alta.

Produção sobre produto

Princípios de estúdio para peça em que o produto físico aparece — cada um nasceu de defeito
real que passou por composição "correta":

Fotografia de produto

  • Recorte de e-commerce é catálogo, não anúncio. A foto de listagem serve pra escolher,
    não pra desejar — anúncio pede tratamento (luz direcional, textura visível, enquadramento
    decidido), não a foto da vitrine colada num fundo.
  • Sombra de contato obrigatória em produto sobre superfície ou fundo: é a ausência dela
    que faz a peça parecer colada — não a qualidade do recorte.
  • Mockup vem da fonte oficial do produto (o canal onde ele é vendido), nunca de arquivo
    solto em pasta local: se a peça não está na fonte oficial, ela não está à venda e não
    entra em anúncio.
  • Coleção usa template único: mesmo tipo de foto, mesma escala, mesma direção de luz,
    peças alinhadas pela base. Fotos de fontes misturadas não formam sistema — e nenhum ajuste
    de layout conserta isso.
  • Peça escura não sobrepõe peça escura (nem fundo escuro): sem separação de valor o
    produto some e sobra texto flutuando.

Estampa sobre cena

  • Geometria de impressão é atributo do PRODUTO, medida nele — nunca média de loja.
    Posição e proporção da arte variam por produto; um número médio erra em todos.
  • Conteúdo ≠ canvas: antes de escalar ou posicionar uma arte, recorte o bounding box do
    conteúdo real — escalar o canvas inteiro (com as margens vazias junto) entorta toda a
    conta de proporção.
  • Textura modulada por luminância SUAVIZADA: modular a arte pela luminância crua do
    tecido serrilha traço fino; suavize o mapa antes de aplicar.
  • Posição medida no produto real, nunca estimada: estimar de olho bate na gola ou sai do
    peito — meça na foto do produto e grave a medida.

Quadro montado vence cena recortada. Quando a cena gerada/fotografada não fecha o
layout, recortar troca um defeito por outro. Monte a superfície no tamanho do quadro e
posicione o produto onde a hierarquia pede — a peça nasce no formato, não é adaptada a ele.

Portfólio: duas peças não argumentam a mesma coisa. Duas peças do mesmo conjunto com o
mesmo argumento canibalizam o leilão e tornam o resultado inatribuível. Diferencie o
argumento, não só a arte.

Processo

  1. Briefing interrogado — o mínimo inclui a ideia — produto, público, objetivo, UMA
    mensagem central e a ideia aprovada no Portão 1 consolidada no brief: observação humana,
    headline aprovada nos 4 testes de copy e hierarquia de leitura (contrato em
    criativo-fluxo/references/portao-de-ideia.md). Faltou o mínimo → devolva o que falta; não
    complete com suposição. Brief sem ideia não vira rota, inclusive neste caminho avulso —
    as rotas daqui alimentam o estágio produzir, que não reabre a questão da ideia.
  2. Prancheta — leia a camada de marca do workspace (branding/,
    contexto/identidade-visual.md) e busque referências no banco visual
    (marketing/referencias/banco-visual/_indice.csv): hit direto (arquétipo + segmento) →
    relaxar filtro → fallback textual (sinalize fallback_textual: true). Selecione 2-4,
    leia o PNG e o .md de cada uma. Compile: baseline (a vencedora-régua), paleta, o que
    clonar, o que evitar, aprendizados de produção registrados no branding.
    Cláusula de inferência (bloqueante) — antes de tratar uma medição da prancheta (ou um
    aprendizado registrado) como regra de rota, responda: (1) quantos casos foram olhados,
    e com que variância? (2) a amostra cobre as variantes relevantes (cor/modelo/
    contexto)? (3) qual contra-exemplo barato refutaria — foi checado? Medição sem essas
    três respostas entra na prancheta como OBSERVAÇÃO, não como regra.
  3. Rotas — 2-3 rotas genuinamente distintas (composição/ângulo/mood, não variações da
    mesma ideia). Cada rota declara obrigatoriamente: a ideia única em uma frase, as
    respostas às quatro perguntas da hierarquia na ordem de leitura, o recurso de contraste
    escolhido entre os quatro, e a justificativa de cada elemento presente (por que existe
    e por que ocupa o espaço que ocupa). Rota sem hierarquia declarada e sem justificativa por
    elemento é entrega incompleta — não apresente, complete. Além disso, por rota:
    arquétipo (slug canônico da marca), composição executável,
    prompt_ia quando houver imagem gerada (fotografia realista, nunca ilustração; sem
    texto na imagem
    — texto é overlay programático), comando de rough barato, comando de
    overlay previsto completo, referência-âncora e porquê. Brief pedindo arquétipo diferente
    do trilho vencedor → sinalize o conflito, não resolva sozinho.
  4. Artefato auditável — grave marketing/registry/criativos/<slug>__rotas.md
    (frontmatter: slug, brief_path, prancheta, rotas completas, rota_aprovada: null,
    criado_em) + seção legível com, por rota, ideia única, ordem de leitura, recurso de
    contraste e a justificativa de cada elemento. Rota sem esses quatro não vai pro artefato.
  5. Aprovação é humana e VISUAL — apresente as rotas (com roughs quando existirem) e
    espere a escolha. Nunca marque rota_aprovada sem decisão explícita do humano.

Regras

  • Não gera imagem final, não valida render, não escreve copy nova — papéis do fluxo.
  • Não invente cores fora da identidade visual da marca; cor nova precisa vir de referência.
  • Texto de arte curto (a regra da marca define o teto; padrão ≤ 5 palavras por linha).
  • Rota que estoura o teto de elementos, cujo dominante não carrega o significado principal ou
    que usa painel opaco grande é reescrita antes do rough — não vá pra produção "pra ver
    como fica"; conceito errado sai caro na 6ª iteração.
  • Português BR.

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